Tive o privilégio de conhecer Campos do Jordão/SP em janeiro de 2016. Apesar de estar no verão, levei aqueles casacos e agasalh...

Pelo final

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Tive o privilégio de conhecer Campos do Jordão/SP em janeiro de 2016. Apesar de estar no verão, levei aqueles casacos e agasalhos que todos reservamos para sensações ´extremas´ de baixa temperatura. Os termômetros espalhados nas praças da cidade apontavam 13 ºC, mas para mim, um soteropolitano (aquele que nasce em Salvador/Ba), era motivo mais do que suficiente para utilizar cachecol, luvas e gorro.

Nessa viagem conheci o Parque Estadual de Campos do Jordão, que guarda remanescente da Mata Atlântica, a mata de Araucária, etc. Ao caminhar por uma das fascinantes trilhas do parque, encontrei a folha que ilustra este post estendida no solo. Sem querer ela criou um turbilhão de pensamentos -  foi como tudo começou.

Há cerca de 6 anos fui convidado para a formatura de uma ex-desbravadora no curso de Fisioterapia da Faculdade Adventista da Bahia - FADBA. Admito que é sempre muito bom ser chamado para participar de eventos de ex-desbravadores. Dentre todos os significados que esses convites e contatos possam ter, gosto de acreditar que o período em que esses juvenis e adolescentes estiveram comigo não foi marcado apenas por acampamentos, evoluções e ordem unida. A amarra mais importante que fizemos não uniu troncos e galhos, uniu nossas vidas numa fraterna amizade.

Durante a solenidade o paraninfo (acredito que tenha sido ele) em determinado momento perguntou: - O que é mais rápido no mundo? Convidados, pais e estudantes franziram a testa e começaram a disparar inúmeras respostas. Seria Usain Bolt? A velocidade da luz? O salário do mês? Ele respondeu: - A gratidão.

Aquela folha ao chão me fez lembrar o quanto a vida pode ser passageira. Crescer, produzir, captar luz, ajudar a produzir sombra, realizar trocas com o meio e, um dia, cair ao chão. Acredito que essa trajetória, que pode parecer tão similar à humana, pode ter acrescentado um novo final, possível apenas àquele que vive com esperança.

Logo, ao escrever este blog o faço como forma de gratidão a Deus.

Trecho: é impossível ser feliz sozinho.





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